quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Adoção de RFID na América Latina é muito lenta, diz especialista




A expectativa de Mark Roberti do RFID Journal é de que o uso da tecnologia em empresas como Wal-Mart e Sam’s Club estimule outras companhias.

Para o uso da identificação por radiofreqüência (RFID) conquistar mais espaço no Brasil seriam necessários incentivos do governo para financiar estudos sobre a tecnologia, defendeu Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal - publicação especializada na tecnologia que circula em 214 países-, em palestra no Brasil.
Atualmente, o RFID é utilizado em mais de 70 países, principalmente na Europa - impulsionada pelo projeto da rede de supermercados Metro, na Alemanha, e em bibliotecas na Holanda e Portugal, e ainda em lavanderias, bilheterias.
Além disto, a tecnologia se destaca na América do Norte, onde se concentra no rastreamento de ativos e na agricultura, e na Ásia, com algumas empresas de atacado como 77th Street de Cingapura e ITC da Índia.
“A América Latina ainda está muito atrasada”, comenta Roberti. Segundo ele, uma estratégia para expandir projetos de identificação por radiofreqüência é divulgar os resultados e iniciativas bem-sucedidas de empresas, para assim, incentivar outras. Para 2009, Roberti aposta nos projetos do Wal-Mart e Sam’s Club para estimular a adoção de RFID. A eterna promessa do RFID ainda não se concretizou na América Latina.
Entre os setores, o automotivo é o principal a implementar a tecnologia, enquanto o segmento de saúde começa aumentar a adoção com RFID em rastreamento de sangue, monitoração de pacientes, faturamento automático. Empresas de transporte, de serviços financeiros, farmácias e mineração também começam a apresentar cases com a tecnologia.
“O segmento de telecomunicações poderia aplicar RFID para registrar seus equipamentos, mas como não há normas para isto, as companhias preferem resolver seu controle de forma isolada”, diz Roberti.
Já o mercado de eletrônicos de consumo não apresenta perspectiva de uso da tecnologia, devido ao curto tempo de vida útil destes produtos, assim como o governo, que apresenta interesse em implementá-la apenas em carteiras de habilitação para conduzir.
No Brasil, de acordo com o Cenário do Supply Chain no Brasil, realizado pela Associação Brasileira de eBusiness, apenas 9% das companhias já utilizam esse tipo de solução, enquanto outras 7,5% possuem projetos-piloto na área. No entanto, 64% das companhias pretendem implementar o sistema nos próximos dois anos.
Otimista, porém mais conservadora do que no auge do hype da tecnologia, a ABI Reasearch reduziu em 15% sua previsão de receita gerada pelo segmento em 2007, ficando em 3,1 bilhões de dólares. Já a Frost&Sullivan é ainda mais cautelosa e prevê movimentação de 2,9 bilhões de dólares até 2012.
Caso de SucessoA rede de varejo Wal-Mart é o maior exemplo de uso de identificação por radiofreqüência. “Hoje, a companhia passa por alguns problemas ao mudar RFID de uma equipe dedicada para parte do negócio”, afirma Robert.
A empresa mudou seu foco de todos os casos para itens promocionais e de giro rápido e, agora, tem a expectativa de mostrar aos fornecedores os benefícios que terão com a etiquetagem.
O projeto da empresa conta com sete fornecedores para rastrear todos os casos em categorias. Neste setor, um dos principais benefícios com a tecnologia é o melhor gerenciamento de promoções, disponibilidade de prateleira e prevenção de perdas e roubos.
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