sábado, 8 de novembro de 2008

Backup complementar dos arquivos do seu PC no provedor de hospedagem web



 
 

Enviado para você por Penha através do Google Reader:

 
 

via Efetividade.net de augusto em 07/11/08

Armazenar backups fora do seu próprio computador é uma necessidade cada vez mais comum até mesmo para usuários comuns, domésticos e familiares. Até pouco tempo atrás, o pomposamente chamado backup off-site era uma preocupação apenas dos administradores de sistemas de organizações de maior porte, considerando a possibilidade de o seu CPD pegar fogo, ou de o prédio em que fica a sede da companhia ser atingido por um Boeing, e assim as informações vitais para a sua continuidade se perderem.

A novidade é que a computação pessoal e doméstica vem atingindo um grau de importância tão grande, que hoje a perda dos dados armazenados no PC ou laptop pessoal pode causar grande impacto: são informações profissionais, fiscais, legais, históricas e tantas outras; registros de grande importância profissional, familiar e até sentimental; dependendo da ocupação da pessoa envolvida, podem até mesmo ser essenciais à continuidade de sua atividade profissional - especialmente no caso dos home offices.

Gravar os dados periodicamente em mídias removíveis não-regraváveis (como CDs e DVDs, no caso da maioria dos usuários domésticos) passa a ser apenas o mínimo necessário. Levar periodicamente um destes DVDs para outro local (seguro) é um passo adicional bem-vindo, porque efetivamente protege contra eventualidades extra-digitais, como enchentes, incêndios, roubo do computador, etc. Só não faça como uma amiga gaúcha minha, que levava a mídia removível consigo na pasta do notebook. O ladrão levou embora o original e o backup, e não sobrou nada para contar a história!

Já gravar os backups apenas em uma mídia permanentemente conectada, como um segundo disco rígido ou uma unidade externa USB que fique sempre ativa é uma solução conveniente e simples (especialmente quando se usa facilitadores como o Time Machine ou o TimeVault), mas pouco resistente, já que basta um erro de operação um pouco mais grave, ou a ação de algum vírus mais malvadão, e o backup vai embora junto com o original. É prático para outras finalidades, como ter acesso a histórico de versões antigas de documentos, mas não é grande coisa como segurança contra perda de dados.

Copiando tudo para a web

Existem por aí diversas soluções de armazenamento on-line de arquivos, com recursos e capacidades variados. Eu tenho ouvido falar muito bem do Box.net e do Rsync.net, por exemplo, mas cada pessoa deve avaliar qual a solução cujos termos de serviço e de privacidade/confidencialidade melhor lhe sirva. Em especial, não recomendo usar recursos cujos Termos de Serviço não incluam a disponibilidade como solução de armazenamento permanente de arquivos. Há quem use "gambiarras" baseadas no Gmail e outros sistemas de correio gratuitos para preservar seus arquivos, mas segurança envolve preocupar-se inclusive com os termos de uso.

Sou usuário satisfeito há alguns anos do provedor de hospedagem Dreamhost, que recomendo a quem queira hospedar projetos web individuais e pessoais (não sem antes consultar a opinião de mais pessoas, pois a preferência pela Dreamhost não é unânime), e até pouco tempo atrás os termos de serviço da empresa eram bem específicos sobre o uso do vasto (a ponto de ser irreal) espaço em disco oferecido aos clientes (no meu plano atual, tenho direito a usar 370GB de disco): eles só podiam ser usados para arquivos de sites, e não para backup, para repositórios, e outras finalidades comuns.

Mas há poucos meses tudo mudou: cada cliente passou a poder contar com uma área de 50GB para backups via rede, que não é disponibilizada para acesso via web, e não tem as mesmas restrições de conteúdo - embora você não possa usar para arquivos cuja posse ou transferência seja ilegal, e nem deva usar para arquivos que comprometam a sua privacidade ou segurança além do nível em que você esteja disposto. Nitidamente, as condições servem para backup secundário, complementar a uma estratégia baseada em mídias locais (DVDs, por exemplo), inclusive porque a Dreamhost não faz backup adicional destes arquivos - se você apagar, ou se der erro nos sistemas de redundância de discos deles, já era. Para cópias únicas, não serve. Para backup secundário, é bom. Como backup primário, é melhor do que nada e, dependendo das ameaças que mais influenciam o risco dos seus dados, pode até ser melhor do que uma simples cópia em HD local.

Entra em cena o Rsync

A princípio eu não aderi ao novo serviço, porque o acesso era só por sftp ou ftp, ferramentas pelas quais não tenho predileção. Mas na newsletter deste mês, o provedor avisou: agora podemos usar o scp (que já seria bom o suficiente) e o rsync para fazer os backups. E o rsync é praticamente o sonho de quem já teve que usar ferramentas complicadas para realizar backups simples pela rede. Otimiza as transferências, criptografa durante o envio, sabe que em geral só queremos mandar para o servidor remoto os arquivos que mudaram desde a cópia anterior - tudo isso sem aqueles scripts gigantescos e com grande possibilidade de automação.

Claro que as minhas preferências em termos de backup refletem o gosto adquirido ao longo de vários anos administrando sistemas Unix, mas quem prefere interfaces um pouco menos áridas também pode se aproximar do rsync usando frontends como o DeltaCopy (no Windows) ou o grsync (no GNOME).

A partir da disponibilização do rsync pelo meu provedor, foi tudo só alegria: 50GB à disposição, cópias diretas agendadas entre o PC de casa e o provedor, cópia agendada a partir do servidor de outro provedor de hospedagem, e outras maravilhas que a adoção de um protocolo aberto e moderno permitem.

Claro que eu não confio cegamente, até porque sei por experiência própria que servidores falham, e servidores de provedores econômicos falham ainda mais. Assim, o rsync do Dreamhost passa a ser a minha ferramenta de backup secundária, e eu não armazeno lá conteúdo multimídia (mesmo que os direitos autorais sejam meus) e nem nada cuja eventual revelação comprometa minha privacidade ou segurança além do nível que eu julgo tolerável.

Mas e o seu provedor?

O Dreamhost é um provedor do tipo econômico, e oferece este serviço. Pergunte ao seu se ele oferece, e se a resposta for negativa, negocie! Ou, se você tem acesso à administração dos sistemas e sabe fazê-lo, crie uma instalação piloto e ative-a, com o grau de segurança que for necessário, para convencer o provedor de que vale a pena mantê-la e expandi-la.

Ou considere a idéia de abrir uma conta em um provedor que ofereça serviço de backup de acordo com as suas demandas. Tenho certeza de que o Dreamhost não é o único, portanto selecione o que melhor lhe agradar!


 
 

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