segunda-feira, 13 de julho de 2009

Michael Jackson x José Sarney

 
 

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via o mundo numa ilha de Andréa Ilha em 07/07/09

Ontem à noite, conversando com o Mauricio, perguntei-lhe (de forma retórica, claro) qual seria o circo que o governo montaria para nos distrairmos, enquanto o Senado Federal faz e acontece por Brasília e pelo Brasil. Hoje, por volta do meio-dia, ouvimos uma canção do Michael Jackson. Disse o Mauricio: aí está o novo espetáculo! E, é fato: há dias, muitos e longos dias, só ouvimos falar em Michael Jackson, todos sabemos como foi que ele faleceu, todos já sabemos do fantasma que apareceu na suíte do cantor, todos estamos aptos a diagnosticar os transtornos de personalidade que ele sofreu, e até a cara dos filhos dele já conhecemos. Por outro lado, acho que ainda é novidade que Sarney tem assinado "atos secretos" pelo senado, e que seus parentes têm estado às voltas com cargos públicos (pagos por nós) e até levando para casa funcionários públicos que fazem as vezes de mordomos particulares.

Michael Jackson sempre gostou dos holofotes, é claro (senão não teria sido o cara famoso que foi). Acho que sua morte só poderia mesmo causar furor e comoção (embora fizesse alguns anos que eu não ouvia falar sobre ele. Precisou o cara morrer!). No entanto, todos os circos têm horário de fechar, têm horário de espetáculo e têm horário para partir. Só esse grande circo parece não ter fim: enquanto lá no senado NOSSOS representantes fazem o que querem com NOSSO dinheiro, com o aval do NOSSO presidente Lula (que não vê "crise", apenas alguns desentendimentos), ficamos às lágrimas diante do morto M.Jackson, criando nossas próprias teorias para entender sua morte e sua vida, enxergando seu fantasma na CNN e seu rosto na forma de banha. Eis nosso circo.

E o pão? O pão é o bolsa-família, que agora tem sua propaganda veiculando novamente, mostrando que dá para fazer um baita rancho no mercado com o valor que se recebe. E o que não vemos? Não só os fiascos no senado, mas os aumentos escabrosos de preços (o que beira o terror de um assalto!), e as falas inconsequentes de Lula, correndo de um lado ao outro para tentar encobrir as malandragens de seus colegas (o que nos leva a perguntar um simples "Por quê?").

Michael está morto e ponto. Tanto faz. A vida continua por aqui, como continuava apesar de ele estar bem vivo há alguns dias e nem nos lembrarmos disso. José Sarney (bem como Roseana), entretanto, continua vivo e atravancando o verdadeiro progresso do país que ele deveria representar: o progresso de sairmos do patamar de país do oba-oba para o patamar de país sério e justo, ou seja, um país que preza e prioriza a educação e que entende que um país "se faz com homens e livros".

Pois muito bem, e o que podemos fazer? No mínimo, assinar a algum abaixoassinado, que se não existisse eu mesma criaria! E o que mais? Estudar e conhecer a realidade atual do país em que vivemos. Tudo isso, por menos interessante e por mais complicado que pareça, é de nosso interesse imediato e reflete diretamente em nossas vidas, na vida de cada um de nós.

Detalhe importante: quem não assiste ao CQC, do Marcelo Tas, deveria começar. Eles têm mostrado diversos posicionamentos suspeitos dos políticos brasileiros e, por isso, merecem nosso apoio e nossa audiência: por eles, que fazem um maravilhoso serviço, e por nós, que precisávamos (há anos) de um programa que não tivesse pudores hipócritas de mostrar a realidade política deste país.
Cadastro em "O mundo numa ilha".

 
 

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