quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sun lança o JavaFX 1.0 - Rich Internet Applications (RIA) para o Java



 
 

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Antes tarde do que nunca! Com uns 10 anos de atraso, a Sun finalmente lançou a versão 1.0 do JavaFX. O mercado agora complicou um pouco mais com esse novo jogador. A Sun vem bater de frente contra Adobe e Microsoft com o diferencial de rodar em cima da plataforma Java. Isso significa, segundo a Sun, que os seus 6.5 milhões de desenvolvedores podem começar a criar aplicativos imediatamente.

A estratégia, é bastante conhecida: a Web quer sair do browser. E obviamente, é necessário integrar o fluxo de trabalho de designers e desenvolvedores. O suporte para bibliotecas gráficas das ferramentas da Adobe como o Photoshop e o Illustrator, é nativo.

No vídeo de apresentação, eles mencionam 4 pilares do que a empresa pretende com o JavaFX:

1. "Plataforma Expressiva": rodando em cima no Java, gráficos, animações, música e som, vídeo e interatividade.
2. Resolver problemas complexos…
3. … e com várias fontes de dados diferentes. Pense assim: vídeo vindo de uma fonte, dados em XML de um serviço web (WebService) e fotos puxadas do Flickr.
4. Disponibilizar em múltiplas plataformas e ambientes: browser, desktop, mobile e televisão.

Como era de se esperar, as ferramentas de escolha para o desenvolvimento são o NetBeans e o Eclipse. Vídeo, é o mesmo que a Adobe usou no Flash, o On2 que anunciou o suporte ao JavaFX com a sua linha de softwares OnFlix. A versão standard custa US$ 39,00 e o codec é proprietário. Nada de "free beer".

O gráfico abaixo, explica em alto nível, a proposta da Sun para RIA. É preciso ter o Java Runtime Environment (JRE) instalado e depois instalar o JavaFX 1.0. O link também leva direto ao Software Development Toolkit (SDK) e outras ferramentas necessárias para o desenvolvimento.

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A galeria de exemplos tem algumas amostras, com documentação e código-fonte disponíveis. Por exemplo, um jogo de Brick Breaker, feixo em JavaFX.

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E uma amostra do código, a classe Ball.fx:

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Quando olhei algumas outras classes, que definiam aspectos visuais do jogo, achei familiar. E aí veio a lembrança! A Sun usou um modelo de montagem de objetos gráficos inspirado no VRML, mas com uma sintaxe moderna. Para desenvolvedores Java, a idéia é justamente essa, sentir-se em casa.

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Brinquei com outro aplicativo, um programa para aplicar efeitos em uma imagem e depois exportar para o desktop.

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Conclusão

É óbvio que a tecnologia tem um enorme potencial, não pela sua enorme base instalada, mas pela quantidade de desenvolvedores e suporte de ferramentas integrado desde o começo. A Sun vai dar trabalho tanto para Microsoft quanto Adobe, mas resta saber se os atrasos na evolução do JavaFX, a crise econômica e a evolução das ferramentas vai acompanhar a competição. A Sun atrasa, e MUITO, os seus lançamentos. O mercado de RIA vai exigir da empresa uma agilidade que ela não está habituada.

Além disso, outro risco é que a empresa teve uma abordagem diferente: o JavaFX precisa de Java e o seu próprio plug-in. Isso fez dele o download mais pesado da concorrência, com 25MB, comparado ao Flash e Siverlight, em torno 2MB.

A Adobe tem em sua frente o desafio de integrar suas ferramentas para criação de arte com as criadas do zero para desenvolvedores. Qualquer pessoa que tenha usado o Flash para desenvolvimento em ActionScript fica aterrorizado. É ruim demais. É um programa de animação vetorial que ganhou uma linguagem de script e uma máquina virtual de execução de código, como o Maya, por exemplo. A empresa não possui soluções verdadeiramente nascidas e voltadas para os desenvolvedores e precisa deles dentro do vagão do Flex. Não há um NetBeans ou Visual Studio por parte da empresa. Mas eles controlam o formato dominante e milhões de pessoas usam o YouTube e usam Flash, atualizam ele sem maiores reclamações.

A Microsoft tem o dinheiro, a plataforma e as ferramentas, mas ainda precisa convencer o público e principalmente as empresas, de que RIA não é brinquedo e veio para ficar. A opção mais natural para quem trabalha com .Net, é claro, mas isso não significa que as tecnologias não se integrem. Um webservice criado em .Net pode alimentar dados consumidos pelo JavaFX e na mesma página termos um formulário em Silverlight e um aplicativo gráfico em JavaFX. A empresa está investido bastante e o Silverlight mal chegou na versão 2.0 e já está anunciada a versão 3.0 para incluir h.264 e AAC.

Acredito que 2009 vai ser um ano interessante na área de RIA.


 
 

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