sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Uma empresa precisa de um credo?



 
 

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via Papo de Empreendedor de Roberta Rossetto em 30/11/08

 

Credos são aqueles textos onde se exprime aquilo em que se acredita, os valores de uma empresa. Eu costumava achá-los uma bobagem, mas mudei de idéia. É que hoje em dia a ética parece ser um produto cada vez mais raro no mundo dos negócios. Faz-se qualquer coisa por dinheiro. Haja vista a recente crise imobiliária norte-americana, onde uma porção de agentes vendeu imóveis a quem não tinha condições de pagar – estavam de olho apenas nas próprias comissões – e levaram suas empresas à beira da falência e seus empregos ao vinagre.

O credo de empresa mais famoso que conheço é o da Johnson & Johnson. Foi escrito em 1943, por Robert Wood Johnson, filho do fundador e quem transformou a então pequena empresa familiar num negócio mundial. Johnson enxergava longe. Pôs em palavras aquilo em que acreditava e o que queria que seus funcionários acreditassem também (dizem que até hoje há pesquisas periódicas junto aos funcionários para verificar se o credo está sendo aplicado).

O texto coloca o consumidor em primeiro lugar. O acionista aparece em último, depois dos funcionários, das comunidades, do cuidado com o planeta e meio-ambiente. Nada poderia ser mais atual do que este texto de 65 anos. E nada poderia ser mais inspirador para as empresas de hoje. Confira:

 

Cremos que nossa primeira responsabilidade é para com os médicos, enfermeiras e pacientes, para com as mães, pais e todos os demais que usam nossos produtos e serviços. Para atender suas necessidades, tudo o que fizermos deve ser de alta qualidade.  Devemos constantemente nos esforçar para reduzir nossos custos, a fim de manter preços razoáveis. Os pedidos de nossos clientes devem ser pronta e corretamente atendidos.  Nossos fornecedores e distribuidores devem ter a oportunidade de auferir lucro justo.

Somos responsáveis para com nossos empregados, homens e mulheres que conosco trabalham em todo o mundo. Cada um deve ser considerado em sua individualidade. Devemos respeitar sua dignidade e reconhecer seus méritos. Eles devem sentir-se seguros em sues empregos. A remuneração deve ser justa e adequada e o ambiente de trabalho limpo, ordenado e seguro. Devemos ter em mente maneiras de ajudar nossos empregados a atender às suas responsabilidades familiares. Os empregados devem sentir-se livres para fazer sugestões e reclamações. Deve haver igual oportunidade de emprego, desenvolvimento e progresso para os qualificados. Devemos ter uma administração competente, e suas ações devem ser justas e éticas.

Somos responsáveis perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. Devemos ser bons cidadãos – apoiar boas obras sociais e de caridade e arcar com a nossa justa parcela de impostos. Devemos encorajar do desenvolvimento do civismo e a melhoria da saúde e da educação. Devemos manter em boa ordem as propriedades que temos o privilégio de usar, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais.

Nossa responsabilidade final é para com os nossos acionistas. Os negócios devem proporcionar lucros adequados. Devemos experimentar novas idéias. Pesquisas devem ser levadas avante, programas inovadores desenvolvidos e os erros reparados.

Novos equipamentos devem ser adquiridos, novas fábricas construídas e novos produtos lançados. Reservas devem ser criadas para enfrentar tempos adversos. Ao operarmos de acordo com esses princípios, os acionistas devem receber justa recompensa.

 

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