domingo, 9 de maio de 2010

Instituto desenvolve rede para proteger menores da drogadição e recebe apoio...

 
 

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via Últimas Notícias em 09/05/10

Jonatan Borges, 12 anos, é estudante da 6ª série da Escola Bela Vista, localizada no bairro que leva o mesmo nome, na periferia de Sapucaia do Sul. Ele é um dos alunos do instrutor Maiquel Machado Bueno, 26, que ministra oficinas de teatro, rap, grafite e desenho nas dependências da Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Bela Vista. As oficinas, que são oferecidas em turno inverso ao da escola, fazem parte da Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente, projeto desenvolvido desde março deste ano pelo Instituto Educacional, Social e Cultural do Rio Grande do Sul (Iscergs). A ação foi uma das selecionadas no primeiro edital de Combate à Drogadição, lançado em 2009 pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social (SJDS). \|Fomos selecionados entre os 267 projetos inscritos\|, recorda com entusiasmo o coordenador da Rede e presidente do Iscergs, Eduardo Cardoso.

Participam das oficinas 125 jovens, entre 12 e 17 anos, que são estimulados a discutir assuntos como seu papel na sociedade, políticas públicas para crianças e adolescentes e meios de contribuir para o futuro do país. Em uma parceria com a escola do bairro, também são proporcionadas aulas de redação aos alunos. Segundo Cardoso, a iniciativa é uma novidade no município. \|Pela primeira vez na história da cidade, conseguimos mobilizar várias entidades de Sapucaia na busca por recursos para uma iniciativa articulada entre diversas organizações e poder público.\|

Jonatan, morador do bairro, adora as oficinas: \|Este projeto é muito bom, pois nos oferece algo para fazer enquanto não estamos estudando. Já dei até a dica para que meus amigos também se inscrevam.\| Os alunos ganham camisetas do projeto e recebem lanche nos intervalos das oficinas. \|Comemos até pipoca!\|, comemora o adolescente. 

Bueno, que também é coordenador do Departamento de Cultura da Associação de Moradores do bairro, ministra oficinas no Iscergs há 3 anos. Para ele, a verba recebida do Governo é extremamente importante porque, com ela, são comprados os materiais para as oficinas. \|É um dinheiro que volta em forma de investimento nas crianças.\| Cardoso destaca que os monitores das oficinas foram selecionados dentro da própria comunidade. \|Isso fez com que os adolescentes se identificassem, de forma rápida, tornando a resposta do trabalho mais eficaz.\| 

O instrutor cresceu no bairro e conta que muitos jovens estão envolvidos com drogas, mas a situação está mudando. \|Vejo que a comunidade evoluiu muito. Há jovens dependentes de drogas, mas este número hoje é pequeno.\| Para ele, o projeto é uma ação preventiva, em que os resultados poderão ser vistos a médio e longo prazo. Casado e com um filho de um ano de idade, Bueno espera que o bairro continue melhorando para que seu filho possa crescer com segurança. O projeto conta ainda com o apoio da Parceiros Voluntários, do Comitê de Cidadania do município, da Pastoral da Criança, da Prefeitura municipal, da Sociedade Amiga da Criança, e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).


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